No Ar com Ná Ozzetti

Publicado em 12.08.2010 | 17h22

depois do show com a cantora Ná Ozzetti

Pude sentir uma alegria indescritível ao cantar com Ná Ozzetti durante o lançamento oficial do CD No Ar no Auditório Ibirapuera. Ná é uma das cantoras brasileiras que mais admiro. Há anos um grande amigo, que inclusive produziu meus primeiros shows, Toinho Guedes, me apresentou uma cantora de São Paulo que ele gostava muito. Na época ele estava curtindo o CD Ná Ozzetti, no qual Ná gravou, Nós (Tião Carvalho) e Ah! (Luiz Tatit). Fiquei encantada com a voz e a figura dessa nova cantora, até então desconhecida pra mim, que vinha do grupo Rumos, importante grupo da cena paulistana dos anos 80/90. A partir de então vi alguns shows dela em Sampa e outros em Natal, curti muito os discos Ná, Love Lee Rita, Estopim, pra mim o melhor de todos, Show, este uma pérola, Piano e voz, dela em parceria com André Memari e agora o incrível Balangandãs de músicas gravadas por Carmem Miranda com novos e ótimos arranjos.
De repente me dei conta que conheço todos os discos de Ná e que me tornei sua grande fã. Gravei no CD Imbalança (2004 – Videoartes music e Deckdisc) sua bela parceria com Itamar Assumpção, canto em qualquer canto, música que cantamos juntas em um momento de plenitude no palco do Ibirapuera, com direito ao incrível cenário vivo do Parque, ao fundo. Um friosinho tomou conta da gente naqueles instantes, foi até engraçado, mas nos mantivemos firmes, em troca permanente, entre nós e com a vida.
Depois disso tudo, não pude conter a emoção ao ouví-la cantar Razões, minha primeira parceria com Khrystal. Fizemos um bis desta mesma canção e a platéia veio junto. Saí do palco com o coração explodindo de alegria.
Ná foi presença realmente especial pra mim e para toda nossa equipe que saiu de lá maravilhada com sua simpatia e envolvimento com tudo o que estava sendo feito.
Obrigada Ná, por tudo. Foi perfeito!

Retrovisor na SBPC

Publicado em 26.07.2010 | 22h37

Adorei a de Khrystal no twitter : …direto do túnel do tempo…é isso mesmo…e está sendo delicioso.

Projeto Retrovisor na área na formação completa, depois de 2 anos inativo.

Somos uma trupe, que a exemplo de outras – grupos, bandas, projeto, coletivos -, se reúne com um objetivo comum e depois se distancia, no nosso caso com certa naturalidade, e  na sequência, se visita com menos frequência. Mesmo assim continuamos em movimento e linkados ao mesmo tempo e de alguma forma, sempre a fim de criar, de reproduzir nosso(s) pensamento(s) e tempo em forma de som.

Durante os ensaios de um show/reencontro que acontece amanhã, dia 27, às 19h no Campus Universitário da UFRN, durante a SPBC, pude mais uma vez sentir e curtir a diversidade musical do Projeto Retrovisor.

Com corpo de samba, cara de blues, jeito de rock, gosto de pop e cheiro de Rosa surgiu o Projeto Retrovisor.

Solos que somos, nos misturamos em duos, trios e quintetos durante a apresentação do show Pra que serve a música? relembrando nossas parcerias que marcaram o tempo em que estivemos na ativa.

Apesar da “distância” que nos separa em nossa pequena Natal, devido à agenda de cada um, conseguimos produzir algumas novidades, e algumas delas serão mostradas durante o show de amanhã. Uma das inéditas é Na lama, na lapa, um samba bem swingado, mais um fruto da minha parceria com Khrystal. Ela própria vai interpretar nossa mais nova cria, em primeiríssima mão.

No repertório, claro, Mordaz de Luiz Gadelha, A casa do Rei, composição coletiva que fizemos para o dia internacional do voluntariado por ocasião de um convite da ONG Natal Voluntários, Pra que serve a música?, minha em parceria com Luiz Gadelha e Simona Talma, Tombo e Prosa, parceria de Khrystal e Ângela Castro, e por aí vai…só indo ver e ouvir…

Estaremos protegidos da chuva no Circo da Luz com muito calor humano para esquentar o corpo e a alma. Até lá.

João Bosco, um reencontro

Publicado em 22.07.2010 | 21h59

Ontem foi a estreia do MPB Petrobras em Natal. Abri a noite cantando músicas dos meus dois mais recentes discos, “leve só as pedras” e “No Ar”, além de duas canções bastante conhecidas, fala baixinho, de Pixinguinha e Hermínio Bello de Carvalho, e na sombra do juazeiro, do grande compositor potiguar Elino Julião em parceria com Brito Lucena, um clássico para o público do nosso Estado.
Ontem também foi uma noite de encontro, ou melhor, de reencontro. Um adorável reencontro com o cantor e compositor João Bosco que eu já havia encontrado em 2002 no Blue Note de Tokyo onde ele e Ivan Lins faziam seus shows e eu os assistia.
No show de ontem João mais uma vez me levou às lágrimas interpretando seus clássicos e muitas outras canções brasileiras vindas direto do coração. Entre acordes dissonantes, escorregaram vocalizes, letas e melodias de uma beleza sem par. Matei a saudade de vê-lo e ouvi-lo e, mais ainda, o desejo de conhecê-lo um pouco mais. Foi um noite de música, descontração e bons papos que findou no Camarões Restaurante da grande amiga Vânia Bezerra.

as formas do feminino

Publicado em 07.07.2010 | 1h46

Sobre o novo e belo livro da poeta Marize Castro

As formas do feminino

A tentativa de criar o novo leva muitos poetastros a recorrer a expedientes formais que, já há muito datados, acabam produzindo o efeito oposto. Muitos poetas brasileiros parecem não atentar para o fato de que Pound e Cummings já partiram há muito tempo; emulando o que em décadas passadas foi por outros emulado, conscientemente ou não se reduzem a epígonos dos epígonos, condenando a si mesmos a um esquecimento quase que imediato. O que não percebem, afinal, é que nada reafirma tanto o talento poético quanto a capacidade de renovar temas tradicionais a partir de uma dicção límpida, isenta de artificialismos e afetações supostamente vanguardistas. Um exemplo dessa competência está em Lábios-espelhos (Una, 2009), livro mais recente de Marize Castro.

Quando escrevi sobre o livro anterior de Marize, Esperado ouro (2005), elenquei um conjunto de características que ressurgem na nova obra − o domínio formal, um lirismo que tende para o excesso, a centralidade do desejo; o que isso indicia é precisamente uma escritora que conhece as suas fontes e que se dedica seriamente à pesquisa poética, buscando a renovação do tratamento de sua matéria lírica. A segurança e a maturidade da escrita dessa poetisa natalense se evidencia na forma como ela explicitamente reconhece seus parentescos literários. Em “Hilda”, escreve: “Assombra-me o mesmo nume. / Uso o mesmo perfume: Nazareno Gabrielli. // Fui feita da mesma seiva, da mesma pele”; “A Poesia” se encerra com este dístico: “A Poesia deve ser estiagem, flor, perfume de criança / poemas de Emily, contos de Mansfield”. Se Marize Castro bebe dessas águas, é para renovar as suas fontes: tão mais alto soa a sua voz que nela não interferem ressonâncias alheias.

A propósito, Marize me parece um caso que representa plenamente a superação das limitações outrora impostas pelo termo ‘poetisa’. Se, em tempos passados, era compreensível a resistência das escritoras a essa palavra − que portava todo o peso daquelas mulheres que, influenciadas por uma educação sexista e opressora, limitavam-se a produzir uma poesia inócua e açucarada, meramente composta de lugares-comuns −, hoje não faltam autoras que se dedicam à elaboração de uma escrita que trata ostensivamente da experiência feminina, mas de uma maneira isenta das amarras domesticadoras de outrora. A poesia de Marize Castro canta um feminino livre e libertário, que cinicamente acolhe os estereótipos para superá-los de forma avassaladora − de onde a força de um poema como “Íntima”, em que o discurso da submissão é subvertido por inteiro: “Dentro de ti / a verdadeira vida / (nenhuma morte). / Não mais fugirei. / Sou tua: íntima, úmida, sã. / Beijo teus pés. / Como teu corpo. / Bebo teu sangue. / De nada me salve, / Senhor/Senhora”. Como subjugar essa mulher que, no ato da entrega, se torna forte a ponto de, pela força do desejo, atingir a plenitude?

A obra de Marize Castro é necessária: trata-se de um alento renovador em nossa tradição lírica que, enquanto conquista estética, concede voz a formas de subjetividade contemporâneas, mormente no que tange às configurações do feminino. Pujante e arrebatadora, selvagem e indomável, a poesia de Marize Castro celebra uma mulher que sabe encerrar, em si, o absoluto.

por Henrique Marques-Samyn Vínculos a esta entrada

Etiquetas: Marize Castro, Poesia brasileira contemporânea

Ecos de Poti no Planalto

Publicado em 26.06.2010 | 0h36

Ecos de Poti no Planalto
Por Sebastião Vicente

É curioso morar em Brasília, ligar o rádio casualmente em casa ou no carro a caminho de trabalho e de repente ter a impressão de estar em Natal. Essa é uma sensação freqüente para potiguares que vivem na capital do país e cultivam, de longe mas nem tanto, a admiração pelo trabalho da cantora e compositora Valeira Oliveira. Porque é isso mesmo o que acontece: você está em Brasília, liga o rádio casualmente em casa ou no carro a caminho do trabalho, e ouve… Valéria. Não em todas as rádios, claro: apenas na Nacional FM, justamente a melhor da capital do país em bom gosto musical, ainda que essa definição esteja sujeito a uma série de ponderações.

Danem-se as ponderações: a Nacional FM (que você pode ouvir na internet; veja o endereço ao final do texto) é a melhor rádio numa cidade muito bem servida neste serviço (se você ouve a rádio Senado, que é retransmitida para Natal, vai concordar comigo). E quando você ouve a Nacional todos os dias, escuta Valéria cantar com uma freqüência bem maior do que esperava. Quase sempre são faixas do CD “Imbalança”, um dos últimos que a nossa artista gravou na fase em que se dividia entre Natal e o Japão. Mas não é somente no rádio que a gente encontra Valéria em Brasília. Há poucos meses, o Lago Norte, uma das áreas mais nobres da cidade, abriu as portas de uma nova unidade de um shopping da rede Iguatemi. Uma das lojas de maior destaque é a Livraria Cultura, a segunda desta rede em Brasília.

Pois passeando pela livraria, tive uma sensação bem parecida com a de estar ouvindo a Nacional FM e de repente escutar o canto de Valéria. Estava lá, fuçando as prateleiras de CDs, quando esbarrei na capinha azul, bela e sugestiva, do disco “No ar”, o mais recente de Valéria Oliveira. Foi como se eu estivesse no Midway numa tarde de sábado sem compromisso – com a diferença, lamentável neste caso, de que o shopping natalense, salvo atualizações, não tem loja de CDs, essa casa comercial em processo de extinção, e de que não é tão fácil assim achar o CD de Valéria, seja este ou os anteriores, à venda no comércio regular de Natal.

Estas duas ocorrências – Valéria cantando na Nacional FM e o seu novo CD à venda na Livraria Cultura de um shopping no Lago Norte – resultam na ironia das ironias: a constatação de que hoje talvez seja mais fácil ouvir Valéria no rádio em Brasília do que em Natal (apesar da Universitária FM, embora esta seja uma emissora segmentada e de expressão bem menor do que a citada rádio brasiliense). A segunda ironia é o fato de também ser mais fácil, hoje, encontrar à venda o novo CD de Valéria na capital do país do que na capital do estado onde ela vive, trabalha, divulga seu canto e sua arte. Pra não buscar motivos mais aborrecidos, podemos simplesmente comentar isso usando um chavão que ajuda a não explicar nada: são coisas da vida, não é, Valéria?

Pelo menos em Natal é fácil ouvir Valéria cantar ao vivo, ali no palco à nossa frente. Mas, a julgar pelo andar dessa carruagem de som, é bem possível que, em breve, quem sabe, nem essa vantagem tenhamos (aqui não tenho como não me situar na posição de quem efetivamente vive em Natal), já que Valéria começa a explorar a noite paulistana, com eventos como o show na casa Tom Jazz que foi um dos mais recentes destaques de sua agenda.

*Publicado no Novo Jornal (Natal-RN)

Curta o álbum No Ar

Publicado em 07.06.2010 | 16h09

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na rádio UOL http://www.radio.uol.com.br/#/busca/album/No%20Ar ouça o No Ar e outros títulos

Get the Flash Player to see the wordTube Media Player.

realidade ou não!

Publicado em 04.06.2010 | 22h13

nunca mais tinha assistido a um filme que reunisse tantas qualidades: estéticas, poéticas, excelentes atores e com um roteiro que mostra a realidade com uma incrível sensibilidade, gerando profundas reflexões. um filme sério, que trata de assuntos até hoje discutidos como os preconceitos de cor e religião e, praticamente sem violência.

lindo demais! vale a pena ver e rever!

cartaz de Um Herói do Nosso Tempo Um Herói do Nosso Tempo
(Va, Vis et Deviens, 2005)

» Direção: Radu Mihaileanu
» Roteiro: Radu MihaileanuAlain-Michel Blanc
» Gênero: Drama
» Origem: Bélgica/França/Israel/Itália
» Duração: 140 minutos
» Tipo: Longa-metragem
» Trailer: clique aqui

» Sinopse: O drama busca inspiração no êxodo de 8 mil judeus etíopes chamados “falashas”), em 1984, que fugiam do governo pró-soviético de seu país para tentar algum tipo de salvação em Israel. Eles empreenderam a pé uma peregrinação de aproximadamente 600 quilômetros, da Etiópia ao Sudão, buscando a partir dali chegar à terra prometida que acenava com fartura e dias melhores.

No Ar em São Paulo

Publicado em 04.06.2010 | 14h33

Tom Jazz - maio/2010

acompanhada por minha banda, meus músicos super-parceiros e que mandam muito bem no show, minha equipe 10 de produção nas pessoas de Mônica e Camila, meu diretor Claudio Olivotto, nosso engenheiro de som Wilberto Amaral, nossa assessoria de imprensa em SP, a ponto e vírgula, com as fiéis parcerias em Natal da Offset gráfica, rádio universitária FM e Camarões Restaurante, com o fundamental patrocínio do SESC RN, com nossos novos parceiros em SP, restaurante Trindade e a Tez esthétique e coiffeur, com os preciosos espaços das rádios CBN, Jovem Pan e Sulamérica Trânsito, da Revista Raiz, do Jornal o Estado de São Paulo, através de Lauro Lisboa Garcia e do Programa Online Enviado Especial, com grandes amigos presentes potiguares e paulistanos, realizamos a primeira apresentação do show No Ar em São Paulo no Tom Jazz.

Agradeço a todos da produção, aos colaboradores que se juntaram a nós, a toda a equipe do Tom Jazz e ao público que nos prestigiou e nos proporcionou um linda noite de música e emoção.

Em breve estaremos de volta a São Paulo com o show em um formato mais completo em data e locais a serem definidos e publicados.

Na sequência publicaremos os vídeos desse show.

sem contenção

Publicado em 02.06.2010 | 22h17

Show de Bebel Gilberto no Sesc Pompéia. Eu estava louca pra assistir e amei o show.

Não me surpreendi com seu total despojamento e eletricidade. Já tinha ouvido falar da sua performance.

Procurei apenas fazer algumas adaptações da Bebel que imaginei para a real. Na real, ela é ainda mais solta e bem-humorada do que eu imaginava.

Adorei ver os músicos de cima, da galeria. Pude apreciar a execução de cada instrumento e embarcar no som deles. Curto muito os arranjos dos discos dela!

Depois do show, camarim. Ops, camarim não! palco aberto para os amigos e fãs.

Na companhia de Sérgio, grande amigo da Bebel, cumprimentei a cantora e sai de fininho, pra não perder nada do que senti quando estava na platéia.

Ela parece ser depois do show o que é durante. Sem contenção!